sábado, fevereiro 21, 2009

ô abre alas...


Carnaval de novo... nem gosto muito...

Mas é um feriadão, impossível não sorrir por isso. Serão quatro dias pra se despreocupar...
vou fazer uma maratonaça de filmes. Apesar de que a minha vida é uma maratona.
Na semana passada eu vi: "A verdade sobre o amor"; "Procura-se amor que goste de cachorro"; "Capote"; "Pode bater que ela é francesa" e "A língua das mariposas". Filmes bem legais. Nada de 7a. arte, mas filmes bons.

Na semana retrazada eu vi "Escrito nas estrelas" (Serendipity) com o John Cusack. O filme é bem comédia-romântia-doce, mas com o Cusack, todo filme fica bom. E outra, a trilha sonora é fantástica. Muito boa mesmo. Tem até Annie Lennox - Waiting in vain. Crê?

Só atualizando pelo carnaval... Vivo deixando isso aqui às traças.

beijo pra mim.
Ao som de: Cyndi Lauper - She bops

sexta-feira, janeiro 23, 2009

grupos...grupos

No último domingo vi esse filme: "Alguém que me ame de verdade (Arranged)" [títulos adaptados brasileiros, minha dor de cabeça], dirigido por Diane Crespo e Stefan Schaefer (autor do roteiro).
O filme é uma comédia dramática [?] que relata as vidas de uma moça judia (Rochel) e de uma muçulmana (Nasira), em busca incessante pelo par ideal, uma vez que a tradição domina esse terreno.No caso da judia, uma 'especialista' em pretendentes [algo como matchmaker] é a única via pra um encontro. A mulçumana por sua vez, deve receber alguém que seja aprovado pelos pais, alguém de família conhecida e outras características necessárias pra união. Um bom filme, que mostra que religião/crença não precisa ser obstáculo pra uma amizade entre duas pessoas.


O título desse post é 'grupos...grupos' porque estive pensando nisso desde o domingo. E ontem eu tive mais uma discussão sobre isso. Um amigo meu se assumiu homossexual no sábado passado estava já cheio de ouvir seu pai falar indiretas. Pois então, a mãe desse amigo me encontrou ontem no ônibus. Ela, que já sabe da minha orientação, vem sempre 'desaguar' em mim. E ontem, como anteriormente já acontecido, me falou que isso era uma fase, que ele passaria disso [/clichê].


Ela acredita que ele adquiriu esse comportamento com os amigos gays do vôlei, dos que frenquentam o clube do Sesc, etc. Que não é assim, que aje assim pra não se mostrar diferente e ser aceito pelos amigos... Enfim, ela sofre do mesmo mal que a minha mãe: "não me importa que o mundo seja gay... mas meu filho?!"
Resumo da ópera: eu disse a ela (pra amenizar), que talvez estivesse certa, que só o tempo dirá. Talvez seja mesmo uma fase (ele tem 16 anos), e que nessa vida existem grupos aos quais queremos entrar, e que passamos por situações, rituais, desafios e até sacrifícios [sério mesmo].



Eu já sou o oposto... claro que sou parte de inúmeros grupos, impossível não estar em um. Todos somos iguais na diferença. Mas ainda acredito que identidade e personalidade são mais importante que afinidades. Então acho que não interessa o grupo em que você está inserido, ter visão e opinião próprias, é uma qualidade única, que mostra o quanto indivíduo você pode ser...



Hoje estou exagerando na filosofia barata, então: beijos!



ao som de: Jamiroquai - Space Cowboy (classic club remix)

segunda-feira, janeiro 05, 2009

time for flying rockets...


Mais um ano pro currículo, 2008 já era. valeu a pena.
A atmosfera de 2009 começa a aparecer, e eu acredito que vai ser um ano de muita coisa. Inch'allah!


Bem, meu 2008 foi interessante. Fiz uma retrospectiva e constatei isso, muitas conquistas, em vários sentidos. Então que venham mais 365 dias!


Já comprei o cd talkie walkie do AIR, minha nova paixão... nova assim, agora estou vidrado de verdade, mas ouço a muito tempo... vou comprar tuuudo! =D
Esse som é muito como eu me sinto.
Ganhei de presente do meu amigo Aurio, o Medulla da Björk, então só falta o Vespertine de estúdio, né?


No final de semana eu vi o "Les roseaux sauvages" do André Téchiné, um filme que eu tinha visto a um tempão atrás e consegui achar, graças à internet ♥. Ontem (domingo) eu vi "O primo Basílio" do Daniel Filho, com o Fábio Assunção, Debora Falabella, Glória Pires e Reynaldo Gianecchini. Falando em Daniel Filho, comprei também um box da série "Confissões de Adolescente, o primeiro ano. Gracinha de se ver!


Tô lendo "Crime e castigo" do Dostoiévsky, estudando francês, japonês e inglês, agora mais do que nunca, afinal Europa, aqui vamos nós.
Tô relembrando Cavaleiros do Zodíaco, vou ver toda a série de novo, agora com os novos episódios. E ainda namorando Queer as Folk, vendo um episódio de vez em quando, pra durar mais... =P
Enfim, tô exagerando em tudo, pra variar...


E é isso, bom 2009 pra quem leu e pra quem não leu.


*ouvindo: Trente Millions D'Amis (Live KCRW 1998) do Moon Safari - AIR

sexta-feira, dezembro 19, 2008

indo pra sampa.


faz um tempinho que eu não atualizo.

não tenho nada pra escrever...
estou nos preparativos pra viajar pra minha cidade do Ç2, Sampa!

depois eu mando as mensagens de boas festas e etc.
ah, dica de filme: No night is too long.
é um thriller de deixar de boca aberta.

então beijos!

Ouvindo: U2 - Mysterious ways

quinta-feira, dezembro 04, 2008

cultura para quem precisa...


hoje só pra atualizar, vou chamar à atenção dos meus amigos entendidos. esse é um site de Portugal que eu descobri a algum tempo, e que parece mais um "tudo-que-você-precisa".

o site dos nossos amigos lusos dispõem filmes completos de temática glbtstuvwxyz...
dá uma conferida, é material de primeira.

o site é mais ou menos um susto pra quem acha que filmes temáticos se restringem à Priscila e Brokeback Mountain. vai por mim, eu fiquei assustado com a diversidade, no sentido literal da palavra. é muito material.

então estou aqui, divulgando, porque o site merece...visite, comente, colabore e passe adiante.

é um bem danado...

ouvindo: Pet Shop Boys - Break for Love (Queer as Folk)

domingo, novembro 02, 2008

café com leite.


Café com leite.
um curta bem legal. e brasileiro. mais uma salva de palmas pra Petrobrás.

o filme narra a história de Danilo e Márcio, um casal de namorados que tem que passar pela perda dos pais de Danilo e a entrada de seu irmão Lucas. Ou talvez seria a entrada de Márcio na vida de Lucas.

bem feito, simples e sensato, sem romantismo ou sensacionalismo hollywoodiano. bem, eu gostei.
o domingo tá chuvoso, adoro isso, mesmo sem eu ter feito nada o dia todo, além de geral no quarto e ver esse filme.

o resto do dia, eu fiquei (no sentido antigo) com o Áurio, novo amigo, que ficou (sentido novo e gay) com o Paulo Afonso.

ontem eu fui à 3a. Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que tá rolando em Goiânia. Quem tiver perto, aparece, vale a pena.

Vi "O aborto dos outros", documentário sobre as diferentes facetas do aborto, o que me deixou estranho e revoltado. E "Tibira é gay", que fala dos manauaras de Barreirinha, que enfrentam problemas em sair do armário.

é isso...
chuva, solidão e Chunga's Revenge do Frank Zappa tocando. (trilha sonora de Cheun gowong tsa sit - Felizes Juntos)
b-jeans.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Cinema Paradiso


Caramba, nem sei porque levei tanto tempo pra ver esse filme do Giuseppe Tornatore.

É simplesmente fantástico. Muito envolvente, do começo até o fim. Tem um final que deixa a gente realmente sem palavras.

Parece uma visão cinematográfica do cinema (putz, paradoxo total).

É apaixonante o modo como o Totó (Salvatore Cascio) nos faz querer ter o mesmo apego ao cinema, e claro ao amigo Alfredo (Philippe Noiret), que tem um carisma enorme no filme. Gostei bastante. Mais um pontaço pra minha dolce Italia.

Andei distante, tava mal. Minha cadela Amie sumiu... mas agora tô de boa... mas ainda na esperança...

se alguém tem ainda coragem de ler o que eu escrevo, beijo e boa sorte.

Ouvindo: Ballingomingo - Purify

domingo, setembro 07, 2008

declare independence...


Feliz dia da independência...
de quem? nem sei... só sei que hoje é dia...


Hoje eu fui a uma cidade próxima daqui, Anápolis, juntamente com Rubinha, Neila e Marianna. Acordei cedo pra ver a base aérea e as acrobacias que eles fizeram pro público. Coisa linda de se ver, de arrepiar mesmo. Teve até uma louca fazendo wingwalking, onde o neurótico se ata à asa do avião e fica fazendo pose... isso no meio de loops, manobras malucas e claro, fumaça. Simplesmente arrepiante.


Foi até legal, interessante mesmo. Pena que brasileiro só é patriota uma vez a cada 4 anos. E mais que óbvio, se o time for pra final. Daí vale cara pintada, bandeira no carro, roupas e casa a caráter. Isso sim pra mim, é falta de caráter. Não sou tão patriota, mas também não sou tão hipócrita pra dizer que tenho orgulho de brasileiro cada vez que o time faz um gol.


Voltando à independência, será que existe uma forma de ser? Como diria a minha deusa Björk, "Declare independence, don't let them do that to you". Esse 'that' deve ser a opressão, opinião e outras coisas a que nos submetemos. Depois vem um monte de regras de como começar seu próprio mundo, independente...


Ah, chega mesmo, tô só enrolando, tô num calor danado, fiquei debaixo de um solzão e tô quebrado. Vou ver um filme, dormir, e amanhã eu volto pra submissão dos empregos e da semana comercial.


Beijo, pousa lá em casa. (era isso que a gente ficava falando pros pilotos =P)


Ouvindo maridinho Damien Rice - Accidental babies

sábado, agosto 30, 2008

só mesmo?


Ultimamente ando pensando na solidão. Pensando não, vivenciando. E nem preciso tentar descrever, ela sozinha, por si só, não tem somente um significado. Só isso.

Aquele lance de estar rodeado de gente, e sentir falta de um só, por mais clichê e bobo que pareça, é realmente verdade. Amigos vêm aos montes, amores aos grãos. Não, no meu caso eles não vêm.
Uma vez num site desses de vidas passadas, testes bobinhos e afins, dizia que eu tinha esse carma, de viver rodeado de amigos, mas de não ter amores. De ser adorado, mas não amado. Bem, infelizmente, é o que tá acontecendo há muito tempo.

Então a solidão é ciência, religião, crença, o que for... Se a gente parar pra pensar no que ela toma parte na nossa vida e na vida de outros. Tem até a música do Jobim e Vinícius: Preciso aprender a ser só. Mas e depois? Eu fico me questionando isso. E depois?
Será que alguém que aprende a ser só, acaba desistindo de viver acompanhado?

Quando a gente está sozinho, cada hora parece ter 120 minutos. Cada pensamento dá duas voltas na cabeça. O trânsito é mais livre, então a gente acaba circulando a mesma idéia, duas vezes, à toa.

Quando se está acompanhado não. É um pensamento sobre o que você acredita ou o que vai falar, e um pra tentar descobrir o que o outro pensa, ou vai falar...

Nonsense total, eu só queria atualizar mesmo.
Só.

Ao som de: Eyes of blue - Paul Carrack

sexta-feira, julho 25, 2008

my own blues...


Dorian Blues, o filme que eu vi hoje, do Tennyson Bardwell.

Bem legal, curtinho, mas interessante. Fala da vida de Dorian, um rapaz que se descobre gay e tem no irmão um grande confidente e ótimo amigo. O problema é que o irmão mais velho é ultraprotegido pelo pai, que é imponente e tem poderes sobre toda a família, inclusive a mãe, que é nula na casa. Dorian acaba indo pra New York e vê que seu problema de assumir toma outras medidas, voltando pra si mesmo, suas preocupações, pensamentos, exageros (sim, eu me identifiquei...).

E eu ando meio assim. Exagerado, preocupado, cansado. Tem muita coisa e nada ao mesmo tempo se passando na minha cabeça. Sou meio autista, meu mundo é confuso. Direto tenho vontade de sair da minha própria mente. Preciso muito.

My own blues, é isso, eu adquiri, minha própria melancolia, tá barra pra relevar... mas estamos aí... Eu sempre me recupero, e minha frase preferida, by Elvira: "Sou como fruta falsa, não apodreço tão fácil).

Ao som de "Don't look back" do Korgis.
Beijing pra todos.