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domingo, novembro 02, 2008

café com leite.


Café com leite.
um curta bem legal. e brasileiro. mais uma salva de palmas pra Petrobrás.

o filme narra a história de Danilo e Márcio, um casal de namorados que tem que passar pela perda dos pais de Danilo e a entrada de seu irmão Lucas. Ou talvez seria a entrada de Márcio na vida de Lucas.

bem feito, simples e sensato, sem romantismo ou sensacionalismo hollywoodiano. bem, eu gostei.
o domingo tá chuvoso, adoro isso, mesmo sem eu ter feito nada o dia todo, além de geral no quarto e ver esse filme.

o resto do dia, eu fiquei (no sentido antigo) com o Áurio, novo amigo, que ficou (sentido novo e gay) com o Paulo Afonso.

ontem eu fui à 3a. Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que tá rolando em Goiânia. Quem tiver perto, aparece, vale a pena.

Vi "O aborto dos outros", documentário sobre as diferentes facetas do aborto, o que me deixou estranho e revoltado. E "Tibira é gay", que fala dos manauaras de Barreirinha, que enfrentam problemas em sair do armário.

é isso...
chuva, solidão e Chunga's Revenge do Frank Zappa tocando. (trilha sonora de Cheun gowong tsa sit - Felizes Juntos)
b-jeans.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Cinema Paradiso


Caramba, nem sei porque levei tanto tempo pra ver esse filme do Giuseppe Tornatore.

É simplesmente fantástico. Muito envolvente, do começo até o fim. Tem um final que deixa a gente realmente sem palavras.

Parece uma visão cinematográfica do cinema (putz, paradoxo total).

É apaixonante o modo como o Totó (Salvatore Cascio) nos faz querer ter o mesmo apego ao cinema, e claro ao amigo Alfredo (Philippe Noiret), que tem um carisma enorme no filme. Gostei bastante. Mais um pontaço pra minha dolce Italia.

Andei distante, tava mal. Minha cadela Amie sumiu... mas agora tô de boa... mas ainda na esperança...

se alguém tem ainda coragem de ler o que eu escrevo, beijo e boa sorte.

Ouvindo: Ballingomingo - Purify

sábado, agosto 30, 2008

só mesmo?


Ultimamente ando pensando na solidão. Pensando não, vivenciando. E nem preciso tentar descrever, ela sozinha, por si só, não tem somente um significado. Só isso.

Aquele lance de estar rodeado de gente, e sentir falta de um só, por mais clichê e bobo que pareça, é realmente verdade. Amigos vêm aos montes, amores aos grãos. Não, no meu caso eles não vêm.
Uma vez num site desses de vidas passadas, testes bobinhos e afins, dizia que eu tinha esse carma, de viver rodeado de amigos, mas de não ter amores. De ser adorado, mas não amado. Bem, infelizmente, é o que tá acontecendo há muito tempo.

Então a solidão é ciência, religião, crença, o que for... Se a gente parar pra pensar no que ela toma parte na nossa vida e na vida de outros. Tem até a música do Jobim e Vinícius: Preciso aprender a ser só. Mas e depois? Eu fico me questionando isso. E depois?
Será que alguém que aprende a ser só, acaba desistindo de viver acompanhado?

Quando a gente está sozinho, cada hora parece ter 120 minutos. Cada pensamento dá duas voltas na cabeça. O trânsito é mais livre, então a gente acaba circulando a mesma idéia, duas vezes, à toa.

Quando se está acompanhado não. É um pensamento sobre o que você acredita ou o que vai falar, e um pra tentar descobrir o que o outro pensa, ou vai falar...

Nonsense total, eu só queria atualizar mesmo.
Só.

Ao som de: Eyes of blue - Paul Carrack

sexta-feira, julho 25, 2008

my own blues...


Dorian Blues, o filme que eu vi hoje, do Tennyson Bardwell.

Bem legal, curtinho, mas interessante. Fala da vida de Dorian, um rapaz que se descobre gay e tem no irmão um grande confidente e ótimo amigo. O problema é que o irmão mais velho é ultraprotegido pelo pai, que é imponente e tem poderes sobre toda a família, inclusive a mãe, que é nula na casa. Dorian acaba indo pra New York e vê que seu problema de assumir toma outras medidas, voltando pra si mesmo, suas preocupações, pensamentos, exageros (sim, eu me identifiquei...).

E eu ando meio assim. Exagerado, preocupado, cansado. Tem muita coisa e nada ao mesmo tempo se passando na minha cabeça. Sou meio autista, meu mundo é confuso. Direto tenho vontade de sair da minha própria mente. Preciso muito.

My own blues, é isso, eu adquiri, minha própria melancolia, tá barra pra relevar... mas estamos aí... Eu sempre me recupero, e minha frase preferida, by Elvira: "Sou como fruta falsa, não apodreço tão fácil).

Ao som de "Don't look back" do Korgis.
Beijing pra todos.

sexta-feira, julho 11, 2008

le temps qui reste


Foi a primeira coisa que eu pensei pra escrever o título. Vi esse filme francês anteontem, e fiquei bem mal. Ainda estou, mas nada assim, que mereça atenção. De ninguém... pra falar a verdade, é algo do que o filme relata: atenção.

Le temps qui reste é um filme de François Ozon que relata a vida de Romain (Melvil Poupaud), um fotógrafo de moda que descobre ter um "cancro fatal" (fiquei na dúvida, porque as legendas são de Portugal), mas não conta a ninguém. Não quer chamar à atenção das pessoas. Resolve algumas coisas, cria outras, e mantém contato com a criança interior que possui, e que vê sempre ao seu redor... como se fosse o seu eu-menino querendo atenção dele mesmo.

O filme é lindo, não tem sentimentalismo barato e nem exageros. É assim, nítido e objetivo, mas sem deixar de atrair muito a atenção de quem vê. Chorei bastante no final. (se não viu o filme, não leia a partir daqui!!!) A cena de sua morte é bem tranquila. Ele resolve ir à praia, mergulha, vê um menino que se parece com ele, mais jovem. Deita-se, deixa cair uma lágrima e então fecha os olhos. O que choca mesmo são as pessoas indo embora, o sol se pondo. A indiferença de pessoas que não sabiam, que ali, uma pessoa estava morrendo.

Fiquei bobo. Parece que o filme fala de mim. Uma pessoa só, que é abandonada por todos ao redor, pra morrer sozinha, numa praia.

One on one... é a música que eu tô ouvindo do Daryl Hall & John Oates, dupla ultralegal de muitos sucessos oitentinhas, que eu amo...

domingo, janeiro 07, 2007

Bluer than blue

Música do momento:

Bluer Than Blue
(Michael Johnson)


After you go
I can catch up on my reading
After you go
I'll have a lot more time for sleeping


And when you're gone it looks like things
Are gonna be a lot easier
Life will be a breeze, you know
I really should be glad


But I'm bluer than blue
Sadder than sad
You're the only light
This empty room has ever had
Life without you is gonna be
Bluer than blue


After you go
I'll have a lot more room in my closet
After you go
I'll stay out all night long if I feel like it


And when you're gone
I can run through the house screaming
And no one will ever hear me
I really should be glad


But I'm bluer than blue
Sadder than sad
You're the only light
This empty room has ever had
Life without you is gonna be
Bluer than blue


I don't have to miss no TV shows
I can start my whole life over
Change the numbers on my telephone
But the nights will sure be colder, and I'm ...


Bluer than blue
Sadder than sad
You're the only light
This empty room has ever had
Life without you is gonna be
Bluer than blue


Bluer than blue...

sem mais...

terça-feira, dezembro 26, 2006

Pós-natal



Sobrevivi, literalmente.
Fui pego por uma crise de asma/falta de ar durante os últimos 3 dias. Foi o presente que o Papai Noel me deu. Aprendi da pior forma que devo largar o cigarro de uma vez por todas, uma coisa que eu não quero, que vai me fazer uma falta tremenda e eterna.
Eu fumava por paixão, por não ter companhia, alguém do meu lado.
Enfim, Deus, que também ultimamente não tá me fazendo muito bem, resolveu me mostrar que essa é mais uma das maravilhosas coisas da vida que ele não me permite.
Perceberam que eu tô revoltado com o cara né?
Anyway, passou o natal, estou melhor da crise e vou tocar a bola...
Agora, com menos fumaça. :(

Abraços com carinho.

domingo, outubro 15, 2006

mais um pro curriculum...

é como eu sempre digo... mais um dia pro curriculum... afinal, cada um é uma conquista... sem aquele otimismo barato de mensagens powerpoint, mas conseguir terminar um dia é uma felicidade pra poucos...

e espero que não apenas terminem o dia de hoje, mas faça valer a pena, porque terminar por terminar, melhor terminar a vida de uma vez...

não estou melancólico, só acho que preciso de um amigo... amiga, sei lá... ficar com meus amigos bidimensionais dos filmes que eu assisto não está me satisfazendo tanto assim... mas até lá, mantenho minha amizade com eles...

abraço pros virtuais...
fiquem bem, por mim...

sábado, setembro 16, 2006

Sábado

Quem fica em casa em dia de sábado?
Quem tá jogado pras cobras? Quem jura que não está?

Vai entender... Isso tudo é estranho. Sábado pra mim não é mais dia de sair. Se divertir, não mesmo. Não sei em que categoria me encaixo, se estou mesmo jogado, ou se acredito que não. Televisão, internet, livros, amigos, cadê isso no sábado?
Odeio fazer drama, mas sou o solitário daquele poeminha ultra sem graça de ginásio: "Solidão é estar entre mil e sentir a falta de um só".
Tenho amigos, não sou recluso, só não sei porque isso não me basta...
Deve ser falta de, como eu digo, um peito pra encostar o rosto, alguém pra poder sentar na calçada pra falar besteira, alguém pra comentar o filme depois dos créditos, uma orelha pra falar besteira, um olho pra poder mergulhar...

Foi mal a melancolia, é que eu assisti a "Love Story" na sexta, e ainda tô ouvindo a melodia tocando ao fundo...