sexta-feira, janeiro 23, 2009

grupos...grupos

No último domingo vi esse filme: "Alguém que me ame de verdade (Arranged)" [títulos adaptados brasileiros, minha dor de cabeça], dirigido por Diane Crespo e Stefan Schaefer (autor do roteiro).
O filme é uma comédia dramática [?] que relata as vidas de uma moça judia (Rochel) e de uma muçulmana (Nasira), em busca incessante pelo par ideal, uma vez que a tradição domina esse terreno.No caso da judia, uma 'especialista' em pretendentes [algo como matchmaker] é a única via pra um encontro. A mulçumana por sua vez, deve receber alguém que seja aprovado pelos pais, alguém de família conhecida e outras características necessárias pra união. Um bom filme, que mostra que religião/crença não precisa ser obstáculo pra uma amizade entre duas pessoas.


O título desse post é 'grupos...grupos' porque estive pensando nisso desde o domingo. E ontem eu tive mais uma discussão sobre isso. Um amigo meu se assumiu homossexual no sábado passado estava já cheio de ouvir seu pai falar indiretas. Pois então, a mãe desse amigo me encontrou ontem no ônibus. Ela, que já sabe da minha orientação, vem sempre 'desaguar' em mim. E ontem, como anteriormente já acontecido, me falou que isso era uma fase, que ele passaria disso [/clichê].


Ela acredita que ele adquiriu esse comportamento com os amigos gays do vôlei, dos que frenquentam o clube do Sesc, etc. Que não é assim, que aje assim pra não se mostrar diferente e ser aceito pelos amigos... Enfim, ela sofre do mesmo mal que a minha mãe: "não me importa que o mundo seja gay... mas meu filho?!"
Resumo da ópera: eu disse a ela (pra amenizar), que talvez estivesse certa, que só o tempo dirá. Talvez seja mesmo uma fase (ele tem 16 anos), e que nessa vida existem grupos aos quais queremos entrar, e que passamos por situações, rituais, desafios e até sacrifícios [sério mesmo].



Eu já sou o oposto... claro que sou parte de inúmeros grupos, impossível não estar em um. Todos somos iguais na diferença. Mas ainda acredito que identidade e personalidade são mais importante que afinidades. Então acho que não interessa o grupo em que você está inserido, ter visão e opinião próprias, é uma qualidade única, que mostra o quanto indivíduo você pode ser...



Hoje estou exagerando na filosofia barata, então: beijos!



ao som de: Jamiroquai - Space Cowboy (classic club remix)

2 comentários:

Anônimo disse...

Não é "filosofia barata", não, é pura sabedoria :-)

Paradoxal disse...

valeu, anônimo. =P